"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome." (Clarice Lispector)
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Fechando esta historia de viagem!

Bem amigos, neste post quero fechar de uma vez minha viagem pra Buenos Aires e mais tarde partir pra uma identidade mais especifica no meu blog. Assim vai uma ultima historia sem muitas aventuras.
No Tortoni, fiz como todo mundo, pedi um café e medialuna paguei 18 pesos e me senti uma idiota, nao pelo lugar que vive pra isso: Turistas! Porém por fazer como meia humanidade, tirei algumas fotos iguais.Ah também conheci o banheiro que é uma mania desde criança.
Seguimos para Florida, comprei algumas tralhas na Falabella (paraiso dos departamentos), Galeria Pacifico bem rapido, uma loja de cervejas artesanais (intimista), Torre dos Ingleses, Afajores e encasquetei com o Jardim Japonês e a Floralis Generica.
Segui as instruções de uma jornaleira, pegamos o ônibus errado, mas daí deu pra conhecer duas coisas a Floralis Generica e os colectivos.
Em primeiro lugar como é subsidiado pelo governo se paga bem barato, os onibus são velhos, não tem essa de lugar reservado pra pessoas portadoras e etc. Paguei um peso e dez, não tem cobrador, vc coloca em uma maquininha suas moedas e se tiver troco ela te dá(em moedas) e o ticket. Adorei a ideia. Outra coisa é que enquanto vc espera o onibus tem uma fila (não é ponto final não). Não dá confusão, e todos pagam a passagem. Então peguei um colectivo até a flor generica, que é um escultura metálica que abre todas as manhãs e fecha a noite suas pétalas. Tem gente que gosta e outros que a acham bem estranha. Da minha parte como turista achei a ideia bem bacana. É lógico que amo infinitas vezes o Dique do Tororó, mas isso é outra história, da qual infelizmente não tenho registro fotográfico, só uns borrões. Mas da flor eu tenho. Depois loucamente achando que era bem pertinho, fomos ao Jardim Japonês, um lugar lindo e tranquilo, que no final já estava me irritando por ter andado tanto e estar tão frio.
Voltamos de colectivo, já safos na maquina de engolir dinheirinho. Tinha combinado com a empresa do City tour para assistir a uma show de tango La Ventana, em San Telmo, valeu muito a pena os $210(pesos) que paguei sem arrependimentos. Foi espetacular. Não pude registrar o espetáculo, pois é proibido, mas em compesação bebi todo o vinho do meu pacote, porque Tilo tava com medo de repetir a dose do Siga La Vaca. Como segui muitas indicações pela internet, resolvi não comer no show, me Fu.. porque não me preparei , fui jantar em um restaurante perto do hotel e tive que pagar pelos talheres, até hoje não entendi essa. Da próxima vez como com a mão!
No outro dia, quarta-feira, retornamos ao Ezeiza para o nosso reencontro com nossa terrinha natal.....Rio de Janeiro.....Eu te amo!


Jardim Japonês
Itens importantes:
  • Vá de táxi, ônibus e metrô, são experiências únicas. Só não tirei fotos especiais porque escolhi horários impróprios de embarque;
  • Vá a um show de tango, não importa o quanto vc pague, vale a pena. Se equipara a experiencia de vir ao RJ e não chegar perto de uma quadra de samba;
  • Conheça a Recoleta, é um bairro e tanto, me deu vontade de vender minhas coisas e partir pra lá e administrar o Burguer King, que é mais barato, mas tem um serviço péssimo;
  • Pergunte antes de pagar pelas PORR..... dos talheres eu fiquei muito PU.....
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Do transporte a uma parada pro café

Era manhã de terça-feira, três de agosto, nosso penúltimo dia em Buenos Aires, ainda faltava tanto pra desvendar. Fizemos nossos planos e achamos que o subte (metrô) nos levaria com maior rapidez ao Tortoni. Antes dei uma passadinha rápida no Carrefour, abasteci minha mochila com algumas guloseimas, sabonete e xampu Panthene. Muito barato! Foi só andar mais um quarteirão, que vi o xampu a preços mais baixos. Descemos as escadas para o subte, pagamos pelos bilhetes a quantia de $0,65 , as estações são bem arcaicas e o metro chegou bem rapido e muito mais lotado do que eu poderia supor. Olhei no relógio, e bati na testa pela mancada, era hora do rush. Era muito argentino e Erica, se espremendo, querendo entrar, minhas batatinhas virando farofa, quando de repente olho e cadê o Tilo, fiquei desesperada, em segundos o metrô já estava andando, Tilo segurando as portas, deu um impulso e finalmente achou um lugar no desespero. Aguentamos mais duas estações, descemos com a impressão de termos deixado nossos braços e pernas lá dentro do vagão.
Continuamos a pé mesmo, rindo da experiência extravagante, partimos em direção ao Tortoni, na esperança de um bom café e fotos enquadradas.


itens pra ler:
  • A rede de metrô em Buenos Aires tem 5 linhas A,B,C,D,E, ou seja você consegue chegar fácil e rápido em todos os lugares e pontos turisticos;
  • Vale a pena conhecer o interior dos vagões em madeira;
  • Paga-se muito barato e o serviço é eficiente;
  • Nunca, nunca, aproxime-se dele na hora do rush.
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Vivendo a emoção de ganhar um dindin no cassino

Perto da meia-noite decidimos pela jogatina. O Casino (com um s mesmo) Puerto Madero por sua beleza já enche sua alma de vida, ainda mais almas perdidas.
Levamos poucos minutos até lá. Eu fiquei estarrecida com o ambiente, e fotos só do lado de fora, dentro nem pensar. Vimos uma gaiata sacando la foto em pleno hall, o segurança fez apagar. É tudo tão grande, partimos vacilante pelos andares. Nunca tinhamos jogado nada vida, excetuando meu vicio pecaminoso pelas raspadinhas, nunca tinhamos visto nada igual. Era tanta máquina, fumaça, roletas, mais fumaça, black jack, fumaça, poker. Eu vi ali um paraiso, descobri algo em mim que nunca tinha imaginado: A jogatina! Vários salões espalhados e sala vip- Estrella de la fortuna (não era pra mim, tem que investir uns dolares antes). Eu e Tilo receosos, decidimos nos aventurar pelas maquinas de rodillo. Nelas você investe seu trocado e depois de um certo tempo, ganhando, retira seu ticket e troca no caixa. Eu e Tilo ganhamos, de cara, não estavamos entendendo nada, mas quando pegamos a manha do jogo (de gladiadores), fizemos a festa, investimos 10 pesos e saimos de lá com 20. Sobrevoamos pelas roletas e pelo poker e decidimos que em outra ocasião iriamos apostar TUDO (brincadeira). Saimos de lá cheirando a cigarro, deslumbrados com o serviço, a beleza e a grandiosidade do lugar.


  • Não se paga nada para entrar
  • Os bares são ótimos
  • Tem empregados pra tirar as suas duvidas
  • Vale a pena conhecer
  • Esteja preparado para sair de lá com nevoas nos olhos de tanta fumaça
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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Continuando em Puerto Madero, segundo dia.

Antes de prosseguirmos... o que é Puerto Madero?

Momento definição: "Puerto Madero é um bairro nobre da cidade de Buenos Aires. Tem esse nome em homenagem ao comerciante Eduardo Madero que em 1882 apresentou o projeto de um porto, com fisionomia similar ao porto de Londres, ao governo nacional da Argentina. A construção foi aprovada e finalizada na última década do século XIX.O bairro também se converteu em um centro de expansão comercial e de negócios e um dos locais onde é possível encontrar os melhores restaurantes, discotecas, cinemas, centros culturais e
instituições de ensino."

Depois destes dados informativos devo continuar... saimos do restaurante já descrito e começamos a vagar pelos diques, eu possuia uma listagem daquelas peculiares de turistas. Passaria pela Fragata Sarmiento, Ponte de la mujer, Reserva Ecológica Costanera Sur, eu estava super disposta, depois de toda aquela troca  espontanea no Siga La Vaca, andaria até tarde da noite.
Sabia que um turista com um mapa ele é dono do mundo? Aliás concordo relamente que é muito fácil andar pelas ruas de Buenos Aires, se vc se localizar pelas vias maiores todas as outras se cruzam, imagine-se em um grande quadrado recortado, é muito fácil. Só que andar três quadras significa que você vai andar muuuiiiiiito. Eu via tudo pertinho no mapa e dizia: ahh essa é fácil pra mim, com meus tênis tiro de letra.
Meu pai! Santa ignorância da turista iniciante.
Lá estava eu e Tilo empolgadissimo, quando de repente, Tilo inicia uma sessão de contrações incontroláveis, espamos modificavam seu humor, sudoreses transformavam seu rosto até aquele momento tão sereno. Partimos em desalabada corrida, eu dizia: _ Tilo mira la ponte! 
- Que nada mujer, regressa pro hotel que tá ficando sinistro aqui dentro de mim.
Começamos uma incansável corrida desesperada pelas ruas, atravessando com toda a rapidez pegamos um taxi de um senhor não muito simpatico, mas atento aos sinais de seus passageiros. Já chegando a Junin, ele teria que dar uma grande volta pela Corrientes, decidiu nos deixar o mais proximo possivel para prosseguirmos a pé, quando Tilo falou em desespero, Ai meu Deus meu senhor, Tá longe ainda????
Tilo corria e eu atrás, chegamos ao 205 a tempo. Graças a Deus! 

No próximo capítulo: Vivendo a emoção de ganhar um dindin no cassino.

Não deixe de ler estes itens
  1. Puerto Madero tem ótimos restaurantes indicações confiáveis do La bisteca, La Caballeriza e Siga La vaca;

  2. No Siga La Vaca pagamos 61 pesos: comida a vontade (sirva-se quantas vezes conseguir), 1 litro (vinho, cerva,água ou refri) e sobremesa;

  3. A Ponte de La Mujer é linda, futurista, pena que não consegui atravessar;

  4. É um local tranquilo pra passear no fim de tarde, dá pra tirar fotos ótimas;

  5. De Táxi se paga bem baratinho, os motoristas são confiáveis;

  6. Andar a pé é diversão garantida, tudo tem um sabor melhor.
Siga La ...



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sábado, 28 de agosto de 2010

Dia de city tour e Siga la vaca

Ops, cometi uma falta grave!
Tenho registrado estes dias em Buenos e nem pus a data. Embarquei no dia primeiro de agosto e voltei dia 4. Foram três dias mesmo. Vi tudo ao mesmo tempo: Obelisco, Florida, Caminito, etc, etc.
Começamos o dia assim, liguei a TV  às 7h30m pra ver o noticiário, e eis que eu e Tilo trouxemos a frente fria. Era um dos dias mais frios, sensação térmica de.......
Vou parar por aqui deem uma olhadinha na foto só pra comprovar!

Olha só a sensação térmica!!!!!
Fizemos tudo rapidinho pra ter tranquilidade no café  e esperar o city tour que nos apanharia às 9h, pontualissimos, lá estávamos embarcando pra pegar o restante da turma, pasmem: TODOS BRASILEIROS (hahahaha). Mas o povo tava meio metido naquela van, acho que acharam o cúmulo encontrar somente irmãos. Eu tava adorando. Definitivamente coloquei tênis, luvas e casacos.
Bem adorei nossa guia, bem espirituosa, falava um português bom, mas acho,  que os guias não são bem pagos por lá, porque a menina pegou uma implicância com os cuidadores de cachorros, que não parava mais de falar nisso. Aliás Tilo tentou tirar uma foto, mas não ficou boa, a nossa guia cismou de chamar os cuidadores de amarradores de cães e blá blá blá. A Cristina, essa mesmo a Presidenta, também ganhou "ótimos" comentários. Na nossa parada de 30min, demorei demais, sabe aquele troço de turista iniciante, tirei foto até de pombo, só queria provar que lá também tem, e que também tem gente dormindo nas praças. Porém não vimos crianças abandonadas nas ruas. Devo admirar o quanto são bem limpas (as ruas-cale).
Primeira parada, casa rosada, plaza de Mayo, depois aquele bairro que carioca tá acostumado La Boca, Caminito (que vi pouca graça, mas tinha muitos lugares bons pra comer) e no final a nossa guia dá um ultimato passando por Puerto Madero e diz:
Sigam La Vaca ou sigam comigo a Florida.
Gente vocês não estão entendendo! Todos, isso mesmo, todo mundo desceu em Puerto Madero.
Eu fui pro Siga La vaca, a fome batendo querendo me comer. Que preço! Que comida e vinho (olha que beleza), come-se a vontade e se quiser pode ir também ao banheiro a vontade que tem cheirinho bom.
Tive essa experiencia e foi muito positiva! Ah eu e Tilo!
Depois dessa comida toda, continuamos nossa peregrinação em Puerto Madero. Só mesmo eu e Tilo pra estrelar os micos que vou revelar pra vocês. Só que hoje não! Vou me arrumar pra ver o Di Caprio. Bjos
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Gol (atraso de sempre)/Mico ao chegar no Ezeiza

Aeroporto Ezeiza (muito bonito)

Tinha arrepios e dor de barriga só de pensar em chegar em Buenos Aires, sem saber falar a lingua, de só ter reais no bolso e de perder a mala. Atraso no voo? Eu não estava nem ligando, afinal a escolhida foi a GOL, inexiste este conceito nesta empresa.
Chegamos, eu e Tilo (marido) bem cedo no Tom Jobim, passeamos pelo free e depois esperamos quase duas horas pra embarcar, até então tudo tranquilo. Aquele lanchinho esperto no avião, parada em sampa com direito a embarque e abastecimento, ou seja super demorada. Deveriamos desembarcar às 22:50horas, mas mais de meia noite já estava de bom tamanho. Com a cidade cheia de brasileiros demoramos algum tempo pra passar por todas as filinhas, até finalmente procurarmos o La Nacion, melhor banco, melhor cotação e coisa e tal. Acontece que....
Já era quase uma da manhã e tinha uma fila enorme/DEMORADA no Banco e a empresa com a plaquinha já esperava pela gente há tempos. Fugimos e trocamos nossos reais (R$) por pesos ($). A cotação é otima, mas aconselho se for chegar bem tarde no Ezeiza (aeroporto) já tenha algum dinheiro trocado, porque senão complica tudo.
Fomos em direção às plaquinhas, obviamente sabíamos que pela demora, já não teria mais ninguem, ficamos olhando o nada e decidimos pegar um taxi pro hotel, de repente chega um argentino cheio de marra, trancinha no cabelo e pergunta se eramos quem somos (horrivel isso né?). Bem o cara meio bravinho e baixinho, deu uma bronca na gente de leve, mas o mais importante, nos tranquilizou e pediu pra não sairmos dali em hipótese nenhuma que um carro viria nos pegar (deleite).
Foi bem rápido, estava louca pra dar uma chegadinha no mc donal... digo, nem deu tempo. Nosso translado (de pessoas vivinhas da silva) chegou. Quando saimos do Ezeiza, um frio de doer, um vento que gelava os ossos e eu pobre carioca de sandálias dedinho de fora. Fala a verdade é um mico, melhor, um gorila acima do peso. Adriano nosso motorista, um cara boníssimo nos levou até nosso hotel (Junin Y Corrientes). Gente falei muito isso em Buenos Aires, porque andamos de tudo lá: taxi, metrô e ônibus. Só que é outra história.
Chegamos arrasados no hotel Best Western, estrela decadente da Junin, mas tinha o Luiz, recepcionista gente fina que nos acolheu e entendeu nosso português perfeitamente. Tinhamos planejado quando saimos do BRA que chegaríamos, deixaríamos as coisas e partiriamos para o Cassino, ledo engano, só a cama nos merecia e nós a queriamos muito, mais do que imaginávamos.
Caímos em sono profundo e cansados às 3 da madruga. Um frio impressionante!
Av.Corrientes (muitos teatros)
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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Buenos Aires em 03 dias

Floralis Generalis/Recoleta


Quero narrar meus três dias maravilhosos em Buenos Aires, meu destino inicial seria pra algum lugar aqui mesmo na terrinha Brasil, pensava na cidade de Natal ou Goiás, mas outros caminhos me levaram a esta cidade apaixonante: Buenos Aires.
Quero descrever meus dias de viagem, micos e acertos. Comidas que provei, lugares que passei tão rápido, mas com a única certeza de que voltarei em breve para desfrutar calmamente.


Quem contratar/Onde ficar
Essa decisão foi muito penosa pra mim, eu fico paralisada em ter que decidir sobre tantas opções, A Dani me mandava as relações dos hotéis e preços, já no final eu não queria ir pra lugar nenhum. Eu pesquisava nos sites dos hotéis, comparava , lia opiniões em blogs. Enfim cheguei a um termo...mas algumas vezes quando chegava o hotel já estava esgotado. Falei pra Dani que se não viajasse até inicio de agosto não daria mais. Mas ela é porreta! Conseguiu pra mim melhor custo x beneficio. Deu tudo certo!
Aliás pra quem quer viajar a Dani Boiko é recomendadíssima. Dica da Zi que agradecerei sempre.

Amanhã continuo: Gol (atraso de sempre)/Mico ao chegar no Ezeiza
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